Aspectos da experiência feminina nas cantigas de amigo: notas de pesquisa a partir de Pero da Ponte, João de Cangas e João Mentes de Briteiros

Thayane Gaspar Jorge, Henrique Marques Samyn, Bárbara Patoléa, Marina de Oliveira

Resumo


O presente artigo tem por objetivo apresentar uma análise da representação da experiência feminina um corpus composto por cantigas de amigo atribuídas a três trovadores medievais galego-portugueses: Pero da Ponte (“– Ai madr’, o que me namorou” (B 837, V 423) e “– Vistes, madr’, o escudeiro que m’houver’a levar sigo?” (B 831, V 417)), João de Cangas (Em Sam Momed’, u sabedes (B 1267, V 873), Amigo, se mi gram bem queredes (B 1269, V 875) e Fui eu, madr’, a Sam Momed’, u me cuidei (B 1268, V 874)) e João Mendes de Briteiros (Amiga, bem [s]ei que nom há” (B 864, V 450),“Deus! que leda que m’esta noite vi” (B 865, V 451) e Ora vej’eu que nom há verdade” (B 866, V 452)). Trata-se de ler as cantigas considerando as características do gênero, ou seja: como produções de autoria masculina que apresentam elementos próprios do imaginário medieval.

PALAVRAS-CHAVE: cantigas de amigo – trovadorismo galego-português – mulheres.

 


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