A teoria das paixões e Otelo

Giovani Roberto Gomes Silva

Resumo


Para resgatar pensamentos e práticas no contexto da cultura elisabetano-jaimesca e do teatro shakespeariano, o presente artigo visita a Retórica de Aristóteles e sua formulação das paixões da alma, tratando-a como fundamento histórico-cultural, considerando sua influência durante toda a Idade Média e seus reflexos na Inglaterra shakespeariana e o basilar Livro II da Retórica de Aristóteles, que trata das paixões, na composição da peça e nos discursos de seus personagens, para analisar excertos da peça inspirada em uma novela veneziana de Cinthio (1566), Otelo, inclusive dos diálogos entre personas, em busca de pontos de contato entre a teoria já mencionada e o desenvolvimento cênico criado por Shakespeare. Finalmente, o artigo discute tais idéias, teorias e excertos da peça, procurando entender de que modo foram construídas e trabalhadas as paixões  dos personagens em Otelo.

Palavras-chave


retórica, aristóteles, shakespeare

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