A evolução da compreensão do termo “consubstancial” e de termos conexos empregados pela Igreja nas questões trinitárias e cristológicas

Felipe Cinelli-Barbosa

Resumo


O artigo apresenta o histórico da evolução do uso do termo “consubstancial” (homoousios) e os termos conexos ousia, substantia, physis, natura, essentia, proposon, persona, hypostasis, entre outras, nas formulações dogmáticas e teológicas da Igreja acerca de Deus Uno e Trino, nas chamadas “questões trinitárias”, e acerca da pessoa de Jesus Cristo, nas “questões cristológicas”, até o aprofundamento medieval dado pela Igreja latina, que culminou com Santo Tomás de Aquino. Fica evidenciado que os termos tomados da filosofia por vezes possuíram significados distintos, mas sem contradição conceitual em seu uso. Também é verificado que a conceituação dada por Santo Tomás não é um anacronismo semântico em relação ao emprego anterior dos termos, mas uma explicitação mais precisa dos sentidos em relação aos demais sentidos possíveis, de acordo com a natureza própria da Trindade e da pessoa de Cristo, conforme reconhecida pelo Magistério da Igreja. Com a exposição da evolução da conceituação dos termos, a leitura dos documentos do Magistério, bem como dos autores patrísticos e medievais, de diferentes séculos, também é facilitada.


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